Quinta do Conde abriu micro-biblioteca

Assinalando a passagem do 26º aniversário da elevação da localidade à categoria de Vila, a Junta de Freguesia da Quinta do Conde inaugurou ao final da tarde de 21 de Junho, uma cabine de leitura, equipamento tendente à promoção dos hábitos de leitura e à fruição do conhecimento.

Instalada no espaço fronteiro ao edifício da autarquia, a referida cabine decorre de uma parceria estabelecida para o efeito com a Fundação Altice, resultante de uma candidatura apresentada ao projeto promovido pela antiga Fundação PT e prosseguido pela sua sucessora, visando a reconversão das antigas cabines telefónicas em locais de cultura.

De acordo com Vítor Antunes, presidente da aludida Junta de Freguesia, “trata-se de uma micro-biblioteca, valência inscrita no plano de atividades concebido para 2020 e aprovado pelos órgãos executivo e deliberativo da autarquia, tendente à criação de uma estrutura de acolhimento de livros em local muito frequentado, que proporcionasse o fácil acesso aos livros e à leitura, numa filosofia de partilha (depositar livros, levá-los para casa por tempo indeterminado ou lê-los no local), mas que a pandemia não permitiu se concretizasse no decurso do último ano.”

Neste contexto, sublinhou ao autarca, “ante o simbolismo da data e a disponibilidade da citada Fundação, apontámos o dia do 26.º aniversário da decisão da Assembleia da República de elevar a Quinta do Conde à categoria de Vila para a abrir, proporcionando aos quintacondenses uma resposta que é simultaneamente de partilha, enriquecimento cultural e social”.

Dotada com cerca de centena e meia de livros de vários géneros, duas dezenas de jornais de banda desenhada e obras de literatura infantil, o novo equipamento, constitui um apelo a que nele se entre e se dialogue com escritores, historiadores, poetas e outros criadores, através das palavras que escreveram.

O acto inaugural protagonizado por Ana Estelita, diretora executiva da mencionada Fundação e por Francisco Jesus, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, foi precedido por um apontamento musical protagonizado pelo pianista Daniel Schvetz, após o qual a responsável da Fundação Altice traçou um olhar retrospetivo sobre a génese deste processo, a sua importação para o território nacional e o contributo que presta no quadro da aquisição de conhecimentos e da alteração de mentalidades.

Para Francisco Jesus, “a circunstância desta abertura coincidir com a elevação da sede da Freguesia à categoria de Vila, constituiu um gesto que pretende trazer para o espaço público, o usufruto, a partilha e a apropriação daquilo que é de todos, através de algo que faz parte do nosso imaginário coletivo”.

Na opinião do edil “é importante a criação deste tipo de equipamentos de valorização do que é nosso e do papel que assumem na aquisição do conhecimento, posto concorreram para fomentar hábitos culturais”.

Uma breve apresentação da escola de gaita-de-foles da Junta de Freguesia encerrou a cerimónia.