Sesimbra Cidade Educadora

Afirmar Sesimbra como um município educador, é uma evidência que decorre dos números, das taxas e dos sucessos medidos. A redução das taxas de abandono escolar e de retenção dificilmente poderão deixar alguém indiferente, estando ou não ligado ao setor.

A renovação do parque escolar da responsabilidade do município é outra matéria objetiva. Possuir uma “Carta Educativa” e um de “Projeto Educativo para o Concelho” indiciam que, por trás dos resultados há planeamento, há organização, há escolhas, há pessoas.

Das pessoas, podemos falar da equipa, da Divisão da Educação, dos homens e das mulheres que a compõem, naturalmente merecedoras dos nossos maiores encómios, mas também de quem constituiu a equipa, de quem proporcionou as condições necessárias ao desenvolvimento do trabalho consequente e profícuo que todos reconhecemos.

Estamos a pensar na vereadora que tutela a Educação há vinte anos. Estamos a pensar na Dra. Felícia Costa quando comparamos o estado da educação, o estado da sua estrutura e dos seus equipamentos, no início deste século e na presente data.

Estamos na Quinta do Conde e nesta freguesia é notória a verdadeira revolução e o desenvolvimento em todas as suas vertentes que o ensino e a educação observaram nas últimas duas décadas.

Estamos na Quinta do Conde mas podíamos estar em qualquer outra freguesia ou lugar do concelho de Sesimbra e a constatação seria inevitavelmente a mesma: Em matéria de educação e ensino o município mudou muito. Mudou para melhor.

E porque Sesimbra é um município educador, vertente que se acentuou nos últimos anos, integra, com justiça, a Rede Internacional de Cidades Educadoras.

Marcar essa condição no terreno é o objetivo da escultura “Sesimbra Cidade Educadora”, de Hugo Maciel, que interpretou com sublimada mestria o desafio que lhe foi apresentado.

Com esta escultura a Quinta do Conde fica mais rica e mais justa. Será um dos últimos marcos dos últimos três mandatos autárquicos, inserido na vertente “Criação de Referências” do projecto “Construção da Identidade”.

Da escultura, falará melhor que ninguém, o seu criador. Confesso que me agradou a simbologia dos três elementos verticais associando-os simultaneamente às três principais fases da vida humana, aos três ciclos do ensino básico e aos três anos do ensino secundário.

Ensino secundário, cuja luta por melhores condições de acesso dos quintacondenses a esse grau de ensino nos norteou desde o nosso primeiro ato na Junta de Freguesia até, certamente, ao último dia.

Termino endereçando os parabéns ao escultor, à comunidade educativa – alunos, professores, assistentes técnicos, assistentes operacionais, e encarregados de educação – também aos autarcas que têm sabido dar-lhe a prioridade que o setor justifica, na perspetiva da construção de um futuro coletivo sólido no conhecimento, solidário e integrador.