Balanço do atual mandato marca sessão da Assembleia de Freguesia da Quinta do Conde

Numa sessão caracterizada “pelo recolher dos cestos”, o mesmo é dizer, pelo epílogo de mais um mandato, a Assembleia de Freguesia da Quinta do Conde reuniu pela última vez, com a configuração resultante do veredicto popular expresso através do voto em 2017, com a acalmia que geralmente caracteriza estes momentos.

Por essa razão, a sessão realizada a 7 de Setembro nas instalações do Centro e Cultural Social e Recreativo A Voz do Alentejo, com uma ordem de trabalhos que para além do período aberto ao público, apenas incluía a apreciação do relatório de atividades da Junta de Freguesia no período compreendido entre 15 de Junho e 31 de Agosto e informações, pouca discussão gerou.

Neste contexto, as diferentes forças políticas representadas no órgão deliberativo da Freguesia aproveitaram a ocasião para efetuar um balanço da atividade por si desenvolvida ao longo destes quatro anos e pelo desempenho evidenciado pelos órgãos representativos da localidade, fazendo-o, umas vezes, de forma mais crítica, outras, de modo mais concordante e assertivo, em função da perspetiva de cada uma.

Tal situação, permitiu igualmente a Vítor Antunes, presidente que desde 2009 lidera os destinos da Junta, traçar um olhar retrospetivo sobre os três mandatos em que dirigiu os destinos da autarquia quintacondense, manifestando a sua convicção de que as equipas a que presidiu enalteceram o papel do Poder Local, protagonizando um trabalho positivo nos diferentes domínios em que se expressa a atividade da Junta, sublinhando que, com ele, “a Quinta do Conde cresceu e evoluiu e nós fomos atores dessa evolução”.

No que concerne ao relatório da atividade da autarquia nos últimos meses, Vitor Antunes, respondeu a várias questões suscitadas por algumas bancadas políticas, sendo ainda de realçar a intervenção do munícipe José Braga, que inquiriu o autarca acerca dos custos despendidos pela Junta de Freguesia no combate à pandemia, e se acaso foi ressarcida dos mesmos.

Para o ora cessante líder da freguesia “a única coisa que temos recebido mensalmente, é uma notificação da Direção Geral da Administração Local no sentido de informarmos qual o montante gasto nesse mês. De resto, ao longo deste ano e meio, nem um Cêntimo nos foi enviado pelo Governo, para atenuar as despesas decorrentes desse combate.”