Último acto público de Vítor Antunes marca 36.º Aniversário da Freguesia da Quinta do Conde

A escassos dias da instalação dos novos órgãos autárquicos resultantes do acto eleitoral de 26 de Setembro, a Quinta do Conde comemorou, a 9 de Outubro, a passagem do 36.º aniversário da criação da sua Freguesia.

A efeméride caracterizada pela distinção de várias personalidades a ela vinculadas, que no desempenho da sua actividade assumiram ou assumem papel de relevo, no tecido social da localidade, ficou ainda marcada pela última intervenção pública de Vítor Antunes, autarca que há doze anos preside aos destinos da referida autarquia.

Defendendo que a construção da identidade local, projecto perseguido há vários anos, “ faz-se com todos em todos os momentos e o enraizamento social dos que cá vivem faz-se com a participação cívica nas instituições”, o autarca que cessará funções com a tomada de posse dos novos eleitos, aludiu a um conjunto de iniciativas e eventos levados a cabo ao longo deste período de tempo, tendentes a fomentar essa identificação, os valores e potencialidades da Freguesia, visando atingir uma satisfatória qualidade de vida.”

Enumerando, igualmente, uma série de equipamentos sociais, cuja concretização ainda não se efectuou, a maior parte dos quais por opção dos vários governos que têm liderado os destinos do país e a insatisfação decorrente de expectativas não concretizadas, mas perante as quais, referiu, “nunca me acomodei ou desisti”, Vítor Antunes, preferiu “destacar os sucessos e o que de positivo se conseguiu, visando a valorização e dignificação da Freguesia.”

Agradecendo a possibilidade de ter trabalhado para a elevação dos padrões de qualidade de vida da terra, que afirma adoptou e “à qual se tem dedicado de alma e coração”, o autarca quintacondense sustenta, em jeito de balanco, que “todos estamos de parabéns”, sentimento partilhado com todos aqueles com quem trabalhou ao longo dos vários mandatos, independentemente da respectiva filiação partidária.

“Tudo quanto foi possível realizar nos diferentes domínios em que se manifesta a intervenção da Junta, em ordem a aumentar os índices de satisfação da população, foi obra de todos, razão pela qual todos estamos de parabéns”, afirmou, ao mesmo tempo que considerou determinante a participação cívica no processo de decisão, razão pela qual entende “não podermos continuar a ter níveis de abstenção como os que se têm registado, nos sucessivos actos eleitorais”, concluiu.

Para Odete Graça, também ela presidente cessante da Assembleia Municipal de Sesimbra, “esta é uma cerimónia afectos e de comemoração da vida; das pessoas e das instituições e, de uma forma geral, de todos quantos têm contribuído para o desenvolvimento e qualificação da Freguesia, uma instituição fruto da Revolução de Abril”.

Por isso, adiantou a líder do órgão deliberativo sesimbrense, “quando estamos a poucos meses dos 50 anos das celebrações do 25 de Abril de 1974, é importante que efectuemos um olhar retrospectivo com os que nos criticam e nos olham nos olhos, sobre o caminho efectuado e do trabalho realizado até hoje, em ordem a podermos ter uma verdadeira noção do contributo que demos ou poderíamos ter dado para a afirmação dos projectos que nos mobilizaram”.

Na perspectiva da carismática autarca sesimbrense, “tal exercício é algo que nos deve motivar, uma vez que somos apenas representantes de quem nos elegeu para um serviço público, na expectativa de trabalharmos no sentido de melhorar a sua qualidade de vida”.

Presenta na citada cerimónia, Francisco Jesus, Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, destacou as condecorações outorgados pela Junta aos homenageados, os quais, frisou, “ são parte da identidade da Freguesia, tal como todos os que contribuíram para a afirmação da localidade no plano concelhio, regional e nacional”.

Realçando o papel de Vítor Antunes, enquanto um dos protagonistas do desenvolvimento ocorrido nas últimas décadas na Quinta do Conde, quer pela sua capacidade de reclamação de melhores equipamentos de que a população necessitava, quer pela sua permanente insatisfação quanto à falta de estruturas de que ainda carece,” o responsável camarário manifestou o seu reconhecimento pelo trabalho que o autarca quintacondense, protagonizou ao longo dos três mandatos em que esteve à frente dos destinos da localidade.

Na opinião do edil, “o seu empenhamento constitui um testemunho inequívoco de como se ganham as pessoas para as causas de um território, fazendo com que sintam que este seja seu, ainda que nele não tenham nascido.”

Para Francisco Jesus, “ é com essa postura que se combate o divórcio entre os cidadãos e o poder político e o consequente fenómeno abstencionista que tem caracterizado, um após outro, os actos eleitorais, incluindo os de natureza autárquica”, rematou.

Para além das várias intervenções, a citada cerimónia contou ainda com as participações da Escola de Gaita de Foles da Freguesia e do cardiologista Horácio Romano e do compositor Daniel Schvetz, ambos ao piano.